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1994 - Campeão Brasileiro de Fórmula 3
1994 - Campeão Brasileiro de Fórmula 3 Brasil O ano de 94 entrou sem Cristiano ter definido uma equipe. As equipes estavam apertadas porque tiveram que fazer um grandes investimentos. Tiveram que comprar novos chassis Dallara 393, que haviam sido campeões da fórmula 3 da Europa. As equipes estavam buscando não perder a competitividade; fazendo mais testes e atras dos pilotos mais competitivos. Além dos veteranos Cesar Pegoraro e Pedro Muffato, era esperado um bom número de estreantes vindos da F. Ford e da F. Chevrolet. Cristiano , Campeão da F-Ford em 1993 era um dos estreantes na categoria que era tido como a grande atração. Ja havia feito testes na equipe Amir Nars. Para variar, a única pendência era financeira, apesar de haverem patrocinadores que ja estavam sendo contactados. A demora de sair o patrocínio, talvez tenha sido bom para Cristiano. Com a demora a equipe de Amir Nars fechou com Hélio Castro Neves. Cristiano acabou assinando com a equipe de Augusto Cesário sendo patricinado pela Caixa Econômica Federal. Esta demora em assinar com a nova equipe deu muito frio na barriga. Sem piloto até o princípio do ano, Cesário não havia comprado o novo chassis, mas prometeu a Cristiano que na primeria corrida ele teria o novo carro. Dito e feito, na primeira prova em Cascavel o carro estava pronto mas precisando de alguns acertos. Cesário fez o que prometeu para o piloto e ele fez o melhor para o dono da equipe; venceu a corrida em Cascavel, fez a melhor volta com o tempo de 1min00s527. Hélio Castro Neves que havia feito a pole chegou em segundo seguido de Rubens Fontes. A segunda etapa foi em Interlagos - São Paulo. Cristiano bateu o recorde da pista e tinha tudo para vencer a prova. Venceu a prova de ponta a ponta, em segundo ficou Ricardo Zonta, seguido de Hélio Castro Neves e Rubens Fontes. A terceira e quarta etapa, foi vencido por Hélio Castro Neves seguido de Cristiano da Matta que bateu o record da pista na ânsia de alcançar Hélio. Ele nunca desiste. A quinta etapa foi novamente realizada em Londrina. Cristiano bateu o recorde da pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna, e conquistou a pole position para a corrida. Cristiano deu um show, venceu de ponta a ponta e fez a melhor volta. Cristiano sobre sua carreira até o dia 22 de outubro de 1994 para a Folha de Londriana: - Somando minha carreira na F-Ford e na F-3, tenho 13 corridas de automóvel. Deste total, venci sete, consegui cinco Segundo lugares, seis poles e nove melhores voltas. Devo confessar que estou surpreso com um retrospecto tão positivo. Mas, foi a partir do que está acontecendo em 94 que realmente finquei o pé na carreira de piloto profissional: todo mundo me estimula; dizem que devo seguir em frente e ir correr na Europa. Quando fiz minha estréia na F-Ford, estava realmente preocupado. Desde que comecei no kart em 1989; havia sido campeão em todas as temporadas que competi. Mas ao entrar na F-Ford, achei que ia levar um choque. Aos poucos, minha autoconfiança se firmou e, no final do ano, fui Campeão numa temporada que a própria imprensa especializada classificou como uma das mais competitivas. Tudo bem, o título na mão, tive que dar outro passo. Foi a F-3 brasileira. Aí a situação realmente apertou. Afinal, na F-Ford era uma categoria escola e a F-3 é nada mais, nada menos, que a modalidade que mais lançou futuros campeões de F-1 ao estrelato - como Piquet, Senna, Prost, mansell e Schumacher, só para citar alguns. Como agravante, além da várias traquitanas technologicals as quais somos obrigados a nos familiarizar subtamente, a F-3 desta ano está cheia de feras como o Helinho Castro Neves, Rubens Fontes, Ricardo Zonta e Bruno Junqueira. Chego a Londrina como líder da temporada. É fantastico para mim. Se a categoria é replete de recursos tecnológicos e os pilotos são de primeira linha em qualquer parte do mundo, a nossa F-3 realmente tem tudo para me aprimorar como piloto. Com três vitórias contra duas de Helinho, Cristiano abriu 11 pontos sobre Hélio. A luta ainda estava começando. Em Tarumã, Cristiano havia feito a pole e estava liderando a prova quando se envolveu num acidente com Hélio Castro Neves. O vitorioso foi Rubens Fontes. Em Brasília a disputa pelo campeonato mais parecia uma guerra. Quando chegamos em Brasília, havia policia por todos os lados do autódromo. Uma desavença entre donos de equipe, sobrou para os pilotos. O carro da Cesário, após ter feito a pole, foi penalizado e colocado em um dos boxes do autódromo, trancado. Depois de muito vistoriado foi provado que o carro não tinha nada de errado. De nada adiantou esta pressão, Cristiano voltou a vencer, pela quarta vez consecutiva, tornou-se Campeão Brasileiro de F 3 na pista do seu maior rival; foram 4 vitórias, 3 segundo lugares em oito provas, seis poles e sete melhores voltas. Um cartel muito forte, senão o melhor do ano. Na nona e última etapa do Campeonato Braseileiro de Fórmula 3, Cristiano ( campeão antecipado) era o favorito a vencer a prova, fez a pole position com o tempo de 1min34s035, Hélio Castro Neves fez o Segundo tempo com 1min34s551, seguido de Bruno Junqueira, Ricardo Zonta e Rubens Fontes. Mas Cristiano acabou derrapando e não terminou a prova. |
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